quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017


REAÇÕES ADVERSAS DOS ANTITÉRMICOS EM CRIANÇAS.

Os analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios não-hormonais (AINH) estão entre os medicamentos mais amplamente utilizados por crianças, com ou sem prescrição médica (BRICKS, 2002).
Antipirético ou antitérmico é um medicamento que previne ou reduz a febre, diminuindo a temperatura corporal que está acima do normal. Contudo o combate a febre deve ser por medidas gerais e mediantes a medicamentos antitérmicos.
Dentre essas medidas gerais estão: hidratação adequada do paciente, utilizar roupas leves, estar em ambiente com temperatura moderada e boa aeração etc.
O tratamento da febre com antitérmicos não deve ser instituído rotineiramente de maneira aleatória. Admite-se que na criança estrófica, sadia, em bom estado geral, pode-se permitir temperatura corpórea de 38°C ou mais (segundo alguns autores ate 39°C) sem uso de drogas antipiréticas.
No Brasil, os antitérmicos mais utilizados em crianças são o acetaminofeno, a dipirona e o ácido acetilsalicílico (aspirina). Este fato é surpreendente, tendo em vista que a aspirina é formalmente contra-indicada em diversos países para tratar a febre de crianças com infecções virais (MCGOVERN, 2001).
Dentre as principais reações adversas dos antitérmicos mais utilizados no País está a reação do medicamento da dipirona que envolve hipotensão, bronco espasmo, urticária, rash cutâneo, sonolência, cansaço, cefaléia, anafilaxia. A mais importante e temível reação adversa e a agranulocitose, de ocorrência rara, porém preocupante. Já o ibuprofeno tem como reações importantes reações importantes como ulcera gástrica, hemorragia digestiva e perfuração têm sido relatadas. Outras reações são a inibição reversível da função plaquetária, anafilaxia, asma, necrose papilar renal levando ao quadro de nefrite analgésica, e falência renal. O paracetamol e considerado o antitérmico mais seguro, com pouquíssimos eventos adversos como erupções cutâneas, urticária, angioedema e anafilaxia.





 REFERÊNCIAS
Bricks LF, Berezin E, Silveira L. Uso e abuso de antibióticos em IRA e resistência bacteriana. In: Bricks LF, Cervi MC. Atualidades em Doenças Infecciosas. São Paulo: Atheneu; 2002.p.197-214.
Lorin MI. Fever. Pathogenesis and Treatment. In: Feigin RD, Cherry JD, Demmler GD, Kaplan SL. Textbook of Pediatric Infectious Diseases. 5th ed. Philadelphia: Saunders; 2004. p.100-106.
Mackoviak PA. Temperature Regulation and the Pathogenesis of Fever. In: Mandell GL, Bennett JE, Dolin R. Principles and Practice of Infectious Diseases. 6th ed. Philadelphia: Elsevier; 2005. p.703.718.
McGovern MC, Glasgow JTF, Stewart MC. Reye’s syndrome and aspirin: lest we forget. BMJ 2001;322:1591-2.
Powell KR. Fever. In: Behrman RE, Kliegman RM, Jenson HB. Nelson Textbook of Pediatrics. 16th ed. Philadelphia: Saunders; 2004. p.736.8

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

RESPONDENDO A QUESTÃO NÚMERO 2

O paciente questão quando fez o uso dos medicamentos em questão, foi acometido por uma interação do tipo medicamentosa(IM) moderada que tem por definição um evento clínico em  que os efeitos de um fármaco são alterados pelo uso concomitante ou anterior à ingestão de outro fármaco, alimento ou bebida. Na IM Moderada a interação resulta em exacerbação do quadro clinico e/ou requer mudanças na terapia medicamentosa. Assim os três compostos da medicação interferem na absorção da levotiroxina , diminuindo seus níveis plasmáticos e assim reduzindo sua eficácia. O período de ingestão apropriado entre um medicamento e outro seria de pelo menos 3 horas.