REAÇÕES ADVERSAS DOS ANTITÉRMICOS EM CRIANÇAS.
Os analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios
não-hormonais (AINH) estão entre os medicamentos mais amplamente utilizados por
crianças, com ou sem prescrição médica (BRICKS, 2002).
Antipirético ou antitérmico é um
medicamento que previne ou reduz a febre, diminuindo a temperatura corporal que
está acima do normal. Contudo o combate a febre deve ser por medidas gerais e
mediantes a medicamentos antitérmicos.
Dentre
essas medidas gerais estão: hidratação
adequada do paciente, utilizar roupas leves, estar em ambiente com temperatura moderada
e boa aeração etc.
O tratamento da febre com antitérmicos
não deve ser instituído rotineiramente de maneira aleatória. Admite-se que na criança
estrófica, sadia, em bom estado geral, pode-se permitir temperatura corpórea de
38°C ou mais (segundo alguns autores ate 39°C) sem uso de drogas antipiréticas.
No Brasil, os antitérmicos mais utilizados em
crianças são o acetaminofeno, a dipirona e o ácido acetilsalicílico (aspirina).
Este fato é surpreendente, tendo em vista que a aspirina é formalmente
contra-indicada em diversos países para tratar a febre de crianças com
infecções virais (MCGOVERN, 2001).
Dentre as
principais reações adversas dos antitérmicos mais utilizados no País está a
reação do medicamento da dipirona que envolve hipotensão, bronco espasmo, urticária, rash cutâneo, sonolência,
cansaço, cefaléia, anafilaxia. A mais importante e temível reação adversa e a
agranulocitose, de ocorrência rara, porém preocupante. Já o ibuprofeno tem como
reações importantes reações importantes como ulcera gástrica, hemorragia
digestiva e perfuração têm sido relatadas. Outras reações são a inibição reversível
da função plaquetária, anafilaxia, asma, necrose papilar renal levando ao
quadro de nefrite analgésica, e falência renal. O paracetamol e considerado o antitérmico
mais seguro, com pouquíssimos eventos adversos como erupções cutâneas, urticária,
angioedema e anafilaxia.
REFERÊNCIAS
Bricks
LF, Berezin E, Silveira L. Uso e abuso de antibióticos em IRA e resistência
bacteriana. In: Bricks LF, Cervi MC. Atualidades em Doenças Infecciosas. São
Paulo: Atheneu; 2002.p.197-214.
Lorin MI.
Fever. Pathogenesis and Treatment. In: Feigin RD, Cherry JD, Demmler GD, Kaplan
SL. Textbook of Pediatric Infectious Diseases. 5th ed. Philadelphia: Saunders;
2004. p.100-106.
Mackoviak
PA. Temperature Regulation and the Pathogenesis of Fever. In: Mandell GL,
Bennett JE, Dolin R. Principles and Practice of Infectious Diseases. 6th ed. Philadelphia:
Elsevier; 2005. p.703.718.
McGovern MC, Glasgow JTF, Stewart MC. Reye’s syndrome and aspirin: lest
we forget. BMJ 2001;322:1591-2.
Powell KR.
Fever. In: Behrman RE, Kliegman RM, Jenson HB. Nelson Textbook of Pediatrics.
16th ed. Philadelphia: Saunders; 2004. p.736.8
