sexta-feira, 14 de abril de 2017

CASO CLÍNICO SOBRE REAÇÃO ADVERSA AO MEDICAMENTO



CASO CLÍNICO
 
1-      BUSQUE NA LITERATURA DESCRIÇÃO SOBRE REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS (RAM) ENVOLVENDO A TERAPIA ANTI-RETROVIRAL (TARV) DO CASO RELATADO.

No caso acima, o paciente faz uso de dois medicamentos, o combivir e nevirapina.

O Combivir é um medicamento antivírico utilizado em associação com pelo menos outro medicamento antivírico no tratamento de doentes infetados pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), o vírus  que causa a síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA). Contém duas substâncias ativas, a lamivudina e a zidovudina.
Em doentes com mais de 12  anos de idade que pesem pelo menos 30  kg, a dose recomendada de  Combivir é de um comprimido duas vezes ao dia. N as crianças (com menos de 12 anos de idade) que  pesem entre 14 e 30  kg, a dose depende do seu peso. Nas crianças que pesem menos de 14  kg,  deverão ser utilizadas soluções orais separadas contendo lamivudina e zidovudina. As crianças a tomar  o Combivir devem ser atentamente monitorizadas e o médico poderá ter de ajustar a dose em caso de efeitos secundários no seu sistema digestivo.
Em situações em que é necessário descontinuar a terapêutica com uma das substâncias ativas de Combivir, ou reduzir a dose estão disponíveis preparações separadas de lamivudina e zidovudina em comprimidos/cápsulas e solução oral.Compromisso renal:as concentrações de lamivudina e zidovudina estão aumentadas em doentes  com insuficiência renal, devido à diminuição da depuração. Assim, como poderá ser necessário ajuste da dose destas substâncias, recomenda-se a administração de formulações separadas de lamivudina e de zidovudina, em doentes com função renal diminuí da (depuração da creatinina ≤50 ml/min). O médico deverá recorrer à informação de prescrição individual destes medicamentos. Compromisso hepático:a limitada informação disponível, obtida em doentes com cirrose, sugere que pode ocorrer acumulação da zidovudina em doentes com insuficiência hepática, devido a diminuição da glucorunidação. Os dados obtidos em doentes com insuficiência hepática moderada a grave mostram que a farmacocinética da lamivudina não é significativamente afetada pela disfunção hepática. No entanto, como poderão ser necessários  ajustes da dose de zidovudina, recomenda-se a administração de formulações separadas de lamivudina e zidovudina, em doentes com insuficiência hepática grave. O médico deverá recorrer à informação de prescrição individual destes medicamentos. Ajuste da dose em doentes com reações hematológicas adversas:poderá ser necessário ajuste da dose de zidovudina se o nível de hemoglobina descer para valores inferiores a 9g/dl ou 5,59 mmol/l ou se o número de neutrófilos descer para valores inferiores a 1,0x10/l.Como não é possível ajustar a dose de Combivir, devem utilizar-se formulações separadas de lamivudina e de zidovudina. O médico deverá recorrer à informação de prescrição individual destes medicamentos.
Recentemente, vários estudos têm levantado a questão da toxicidade da nevirapina administrada durante a gestação. O rash é o efeito colateral cutâneo mais comum da nevirapina e sua incidência varia de acordo com os diferentes estudos. As erupções cutâneas ocorrem isoladas ou num contexto de uma síndrome de hipersensibilidade caracterizada por erupções cutâneas associadas a sintomas constitucionais tais como febre, artralgia, mialgia e linfadenopatia acompanhados de comprometimentos viscerais, tais como hepatite, eosinofilia, granulocitopenia e disfunção renal. Geralmente, aparece nas primeiras quatro semanas e pode resultar no desenvolvimento da síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica. A nevirapina também pode causar toxicidade hepática, variando desde hepatite assintomática até necrose hepática aguda e óbito.

2 - APLIQUE O ALGORITMO DE NARANJO E DIGA A RELAÇÃO DE CAUSALIDADE DE RAM.
 


Quando aplicado o alogarítimo, observou-se a pontuação +6, demonstrando uma possível reação adversa a terapia. Essa reação está definida como causalidade, já que existe uma resposta padrão à melhora quando suspendido o medicamento.
3-CITE OS SINAIS CLÍNICOS DA SÍDROME DE STEVENS-JHONSON
O eritema cutâneo pode começar como máculas que se tornam pápulas, vesículas, bolhas, placas de urticária ou eritema confluente. O centro dessas lesões pode ser vesicular, purpúrico, ou necrótico. A lesão patognomônica tem a aparência em “alvo”; podem evoluir, coalescer, aumentar de tamanho e número; o sinal de Nikolsky pode estar presente (desprendimento da pele com leve fricção, tornando-a desnuda e suscetível à infecção secundária.
4-CITE ALGUNS MEDICAMENTOS ASSOCIADOS A SÍDROME DE STEVNES-JHONSON.
 Penicilina, os antibióticos contendo sulfamidas, os barbitúricos, os anticonvulsivantes, os analgésicos, os anti-inflamatórios não-esteroides ou o alopurinol além dos antivirais como Nevirapina e Delavirdina. 


RFERENCIAS


JOTA, Fernando Alves et al. Os antirretrovirais através da história, da descoberta até os dias atuais. 2011.

HORTA, Pedro Filipe Castela. Terapêutica anti-retroviral: interacções medicamentosas a nível molecular. 2011. Tese de Doutorado.

SESIN, Guilhermo Prates. Reações adversas a medicamentos antirretrovirais em coorte histórica de pacientes acompanhados em serviço de assistência especializada a portadores do HIV e doentes de AIDS. 2013.

KONDO, William et al. Evaluation of the adverse effects of nevirapine in HIV-infected pregnant women in a South Brazilian University Hospital. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetricia, v. 30, n. 1, p. 19-24, 2008.






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