FARMACOTERAPIA NA HIPERTENSÃO GESTACIONAL
A hipertensão arterial (HA) é uma doença
considerada problema de saúde pública pelo seu elevado custo médicosocial. A
prevalência varia conforme a faixa etária, sexo, raça, obesidade e presença de
patologias associadas, como diabetes e doença renal. Nas mulheres em idade
procriativa a prevalência vai de 0,6 a 2,0%, na faixa etária de 18 a 29 anos, e
de 4,6 a 22,3%, na faixa etária de 30 a 39 anos.
Alterações de pressão arterial ocorrem em 5 a 10%
das gravidezes e contribuem significativamente para sérias complicações
maternas e fetais. Em cerca de 70% dos casos, as alterações pressóricas associam-se
ao estado gestacional (hipertensão gestacional, pré- eclâmpsia e eclâmpsia),
enquanto os 30% restantes correspondem a hipertensão pré-existente. Tais
distúrbios acarretam 15% das mortes em gestantes nos Estados Unidos, prejudicam
o desenvolvimento fetal e associam-se a natimortalidade Apesar da relevância
desta morbidade, as diretrizes brasileiras de 2002 e as da Organização Mundial
da Saúde de 2003. não consideraram o tratamento da hipertensão na gravidez.
Para se
discutir sobre o manejo da hipertensão na gravidez, é preciso atentar para suas
diferentes formas de apresentação. A maioria das classificações refere
hipertensão crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e eclampsia Nas
três primeiras, ainda há uma subdivisão - em leve a moderada (140-159/90-109
mmHg) e grave (igual ou superior a 160/110 mmHg) - segundo a intensidade de
sintomas e níveis pressóricos.
A hipertensão
crônica está presente antes da gestação ou é diagnosticada até a vigésima
semana em gestantes que desconheciam valores anteriores de sua pressão
arterial, perdurando além da sexta semana pós-parto. Apresenta pior prognóstico
e mais risco de evoluir para pré-eclâmpsia.
A hipertensão gestacional ocorre em cerca de 10% das gravidezes em
primíparas normotensas. Consiste em pressão arterial elevada que aparece após a
vigésima semana da gravidez e costuma desaparecer até dez dias após o parto
(hipertensão transitória). Não se acompanha de proteinúria e, em geral, tem bom
prognóstico, mas pode progredir para pré-eclâmpsia ou eclâmpsia (uma em cada
quatro gestantes com esse tipo de hipertensão).
A pré-eclâmpsia é síndrome
sistêmica específica que afeta todo o organismo da mulher, principalmente
placenta, rim, fígado e cérebro. Em 5 a 10% das gravidezes há hipertensão e
destas, em cerca de 10 a 20% ocorre proteinúria, principalmente em mulheres com
hipertensão pré-existente, diabetes melito ou pré-eclâmpsia prévia. Ocorre após
a vigésima semana da gestação. A pré-eclâmpsia não tem etiologia bem definida.
Inadequada invasão da junção materno-fetal por trofoblastos tem sido postulada
como causa,
A aula sobre o tema abordou a
definição de hipertensão na gestação, discutido também quais os tratamento não
medicamentosos para o hipertensão, assim como também o tratamento farmacológico.
Explicou também de definição de síndrome de HELP, definindo, em poucas palvras,
é um agravamento da eclampsia.
Esse tema
é muito válido, pois nos deparamos diariamente com gestantes com pré-eclâmpsia
dando entrada no setor da maternidade. Diante disso, podemos observar tanto na
teoria quanto na prática como realizar uma abordagem de qualidade a esse
apciente.
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