sexta-feira, 14 de abril de 2017

FARMACOTERAPIA NA HIPERTENSÃO GESTACIONAL



FARMACOTERAPIA NA HIPERTENSÃO GESTACIONAL

A hipertensão arterial (HA) é uma doença considerada problema de saúde pública pelo seu elevado custo médicosocial. A prevalência varia conforme a faixa etária, sexo, raça, obesidade e presença de patologias associadas, como diabetes e doença renal. Nas mulheres em idade procriativa a prevalência vai de 0,6 a 2,0%, na faixa etária de 18 a 29 anos, e de 4,6 a 22,3%, na faixa etária de 30 a 39 anos.
Alterações de pressão arterial ocorrem em 5 a 10% das gravidezes e contribuem significativamente para sérias complicações maternas e fetais. Em cerca de 70% dos casos, as alterações pressóricas associam-se ao estado gestacional (hipertensão gestacional, pré- eclâmpsia e eclâmpsia), enquanto os 30% restantes correspondem a hipertensão pré-existente. Tais distúrbios acarretam 15% das mortes em gestantes nos Estados Unidos, prejudicam o desenvolvimento fetal e associam-se a natimortalidade Apesar da relevância desta morbidade, as diretrizes brasileiras de 2002 e as da Organização Mundial da Saúde de 2003. não consideraram o tratamento da hipertensão na gravidez.

Para se discutir sobre o manejo da hipertensão na gravidez, é preciso atentar para suas diferentes formas de apresentação. A maioria das classificações refere hipertensão crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e eclampsia Nas três primeiras, ainda há uma subdivisão - em leve a moderada (140-159/90-109 mmHg) e grave (igual ou superior a 160/110 mmHg) - segundo a intensidade de sintomas e níveis pressóricos.
 A hipertensão crônica está presente antes da gestação ou é diagnosticada até a vigésima semana em gestantes que desconheciam valores anteriores de sua pressão arterial, perdurando além da sexta semana pós-parto. Apresenta pior prognóstico e mais risco de evoluir para pré-eclâmpsia.
A hipertensão gestacional  ocorre em cerca de 10% das gravidezes em primíparas normotensas. Consiste em pressão arterial elevada que aparece após a vigésima semana da gravidez e costuma desaparecer até dez dias após o parto (hipertensão transitória). Não se acompanha de proteinúria e, em geral, tem bom prognóstico, mas pode progredir para pré-eclâmpsia ou eclâmpsia (uma em cada quatro gestantes com esse tipo de hipertensão).
A pré-eclâmpsia é síndrome sistêmica específica que afeta todo o organismo da mulher, principalmente placenta, rim, fígado e cérebro. Em 5 a 10% das gravidezes há hipertensão e destas, em cerca de 10 a 20% ocorre proteinúria, principalmente em mulheres com hipertensão pré-existente, diabetes melito ou pré-eclâmpsia prévia. Ocorre após a vigésima semana da gestação. A pré-eclâmpsia não tem etiologia bem definida. Inadequada invasão da junção materno-fetal por trofoblastos tem sido postulada como causa,
A aula sobre o tema abordou a definição de hipertensão na gestação, discutido também quais os tratamento não medicamentosos para o hipertensão, assim como também o tratamento farmacológico. Explicou também de definição de síndrome de HELP, definindo, em poucas palvras, é um agravamento da eclampsia.
Esse tema é muito válido, pois nos deparamos diariamente com gestantes com pré-eclâmpsia dando entrada no setor da maternidade. Diante disso, podemos observar tanto na teoria quanto na prática como realizar uma abordagem de qualidade a esse apciente.

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