quarta-feira, 5 de abril de 2017

INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA



INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA
Uma interação medicamentosa ocorre quando os efeitos e/ou a toxicidade  de um fármaco são alterados pela presença de outro. Embora seus resultados  possam ser tanto positivos (aumento da eficácia) como negativos (diminuição  da eficácia, toxicidade ou idiossincrasia).
As interações medicamentosas benéficas têm por objetivo tratar doenças concomitantes, reduzir efeitos adversos, prolongar a duração do efeito, impedir, ou retardar o surgimento de resistência bacteriana, aumentar a adesão ao tratamento, incrementar a eficácia ou permitir a redução de dose. As interações indesejáveis são as que determinam redução do efeito ou resultado contrário ao esperado, aumento na incidência e na gama de efeitos adversos e no custo da terapia, sem incremento no benefício terapêutico. As interações que resultam em redução da atividade do medicamento e conseqüentemente na perda da eficácia são difíceis de detectar e podem ser responsáveis pelo fracasso da terapia ou progressão da doença.
As interações benéficas se dividem em sinergia e antagonismo. A sinergia se define quando um medicamento intensifica os efeitos de outro. No sinergismo pode ocorrer uma potencialização do efeito, ou seja, a presença simultânea dos dois medicamentos no organismo. Interações benéficas de antagonismo são quando um medicamento diminui os efeitos de outro, dizemos que ocorre bloqueio, inibição ou antagonismo. É fácil concluir que fenômenos de sinergismo e de antagonismo podem ocorrer, seja devido às interações dos medicamentos ao nível farmacocinético ou ao nível farmacodinâmico.
Em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIM) existe uma grande atividade no que se refere a interações medicamentosas em RN’s. Contudo quando existe incompatibilidade ou efeitos adversos, o medicamento logo é suspenso para que se possa identificar se a interação é o que realmente está causado o efeito.

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