INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA
Uma
interação medicamentosa ocorre quando os efeitos e/ou a toxicidade de um fármaco são alterados pela presença de
outro. Embora seus resultados possam ser
tanto positivos (aumento da eficácia) como negativos (diminuição da eficácia, toxicidade ou idiossincrasia).
As
interações medicamentosas benéficas têm por objetivo tratar doenças concomitantes,
reduzir efeitos adversos, prolongar a duração do efeito, impedir, ou retardar o
surgimento de resistência bacteriana, aumentar a adesão ao tratamento,
incrementar a eficácia ou permitir a redução de dose. As interações indesejáveis
são as que determinam redução do efeito ou resultado contrário ao esperado,
aumento na incidência e na gama de efeitos adversos e no custo da terapia, sem
incremento no benefício terapêutico. As interações que resultam em redução da
atividade do medicamento e conseqüentemente na perda da eficácia são difíceis
de detectar e podem ser responsáveis pelo fracasso da terapia ou progressão da
doença.
As
interações benéficas se dividem em sinergia e antagonismo. A sinergia se define
quando um medicamento intensifica os efeitos de outro. No sinergismo pode
ocorrer uma potencialização do efeito, ou seja, a presença simultânea dos dois
medicamentos no organismo. Interações benéficas de antagonismo são quando um
medicamento diminui os efeitos de outro, dizemos que ocorre bloqueio, inibição
ou antagonismo. É fácil concluir que fenômenos de sinergismo e de antagonismo
podem ocorrer, seja devido às interações dos medicamentos ao nível farmacocinético
ou ao nível farmacodinâmico.
Em uma
unidade de terapia intensiva neonatal (UTIM) existe uma grande atividade no que
se refere a interações medicamentosas em RN’s. Contudo quando existe
incompatibilidade ou efeitos adversos, o medicamento logo é suspenso para que
se possa identificar se a interação é o que realmente está causado o efeito.
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