FARMACOLOGIA DA ASMA
Asma é uma doença
inflamatória
crônica das vias aéreas.
Quando as vias aéreas inflamadas são expostas a vários estímulos ou fatores
desencadeantes tornam-se hiperreativas e obstruídas, limitando o fluxo de ar
através de broncoconstrição, produção de muco e aumento da
inflamação. Entre os sintomas mais comuns estão a pieira
recorrente, tosse
com agravamento noturno, sensação de aperto no peito e dificuldade
respiratória recorrente. Os sintomas variam durante o dia, podendo
piorar à noite ou de madrugada e com as atividades físicas. Os sintomas também
variam bastante ao longo do tempo. Às vezes desaparecendo sozinhos, mas a asma
continua lá, uma vez que não tem cura.
Na
mulher, a asma brônquica complica cerca de 1 a 4% das gravidezes. O
curso da asma durante a gravidez é variável, sendo comum referir que cerca de
um terço melhora um terço mantêm-se estável e um terço agrava a sua situação.
Nas doentes com asma sintomática, o período mais crítico situa-se entre as 24. e
36.ª semanas de gestação, igualmente por razoe desconhecidas, as grávidas estão
menos sintomáticas entre as 37.ª e 40.ª semanas.
A
farmacoterapia da asma durante a gravidez é norteada pela classificação de
risco da FDA. Consensos interdisciplinares também contribuem para a
estratégia antiasmática na gestante atípica. Por razões éticas óbvias não há
estudos duplo-cegos controlados com placebo durante a gravidez. Dados epidemiológicos
e acompanhamentos populacionais, com análise crítica retroativa, são
freqüentemente utilizados. Há uma tendência, de prática universal e
generalizada, de se empregar os medicamentos mais antigos e familiarizados,
onde já exista um perfil de segurança aceitável. A maioria dos agentes antiasmáticos
existentes pertencem às categorias B e C da FDA.

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